sexta-feira, 20 de novembro de 2020

CACHO-DE-MARFIM (Buckinghamia celsissima)

  • A família das proteáceas tem cerca de 83 gêneros e mais de 1.660 espécies predominantemente distribuidas no Hemisfério Sul, principalmente na África do Sul e Austrália. Nesses dois países encontramos espécies ornamentais com floradas espetaculares que são utilizadas em arranjos florais e atualmente são despachadas para o mundo todo em containers refrigerados, até aqui no Brasil já encontramos essas flores disponíveis em floriculturas. Dentre essas espécies ornamentais podemos citar alguns gêneros como Protea, Banksia, Hakea, Embothrium, Grevillea, Stenocarpus, Telopea, Leucadendron, várias delas utilizadas largamente em arranjos florais. Aqui no Brasil ao longo dos anos foram introduzidas diversas espécies ornamentais e também uma de interesse econômico que é o caso da Nogueira Macadâmia (Macadamia ternifolia) bastante cultivada aqui nas regiões Sudeste e Nordeste. Nessa postagem vamos falar de uma espécie de proteácea ornamental que como a Macadâmia encontrou as condições climáticas necessárias e se desenvolveu muito bem por aqui, a árvore CACHO-DE-MARFIM (Buckinghamia celsissima, F.Muell.) de notável valor ornamental.


  • Essa árvore de folhagem perene é nativa do nordeste da Austrália, mesma região de origem de outra espécie famosa, a Roda-de-Fogo (Stenocarpus sinuatus). Quando cultivada com espaçamentos adequados pode atingir de 7 a 8 metros de altura, em situações de plantios adensados, entre outras árvores,  pode atingir porte bem maior.


  • Suas folhas quando jovens são lobadas e em fase de brotação apresentam coloração avermelhada o que torna a folhagem também decorativa valorizando ainda mais a planta quando usada em paisagismo. 


  • A floração dessa espécie aqui no Brasil ocorre de outubro até dezembro com flores que lembram bastante as das Grevileas porém com tamanho maior variando de 15 a 20 cm. de comprimento e também em maior quantidade. Essas flores são suavemente perfumadas e muito melíferas. Vale lembrar que o primeiro florescimento é bastante rápido ocorrendo entre o segundo ou terceiro ano do plantio.


  • Na Austrália ela é bastante usada em arborização urbana em locais de clima tropical e subtropical preferindo solos descompactados e ricos em matéria orgânica. No Brasil vem sendo utilizada no paisagismo ainda em pequenas quantidades devido ao fato de ser pouco conhecida. Os primeiros plantios em paisagismo foram feitos no município de Holambra - SP. através do paisagista Gustaaf Winters. 


  • A revista Natureza publicou uma matéria interessante sobre a Cacho-de-Marfim intitulada ''Cachinhos Exóticos'' com bastante informação sobre a árvore e material fotografado aqui na nossa coleção.


  • DICAS DE CULTIVO :
          Luz : Pleno sol.
          Solos : Descompactados e ricos em matéria orgânica.
          Usos : Plantio em grupos, alamedas ou de forma isolada.
          Origem : Australia 

          Texto e Fotos : LUIS BACHER 

           Onde encontrar mudas :

           DIERBERGER PLANTAS LTDA.
           Fazenda Citra - Limeira - SP.
           Mercado de Flores CEAFLOR - Boxes E-33 / 34 - Jaguariuna - SP.
           Mercado de Flores da CEASA Campinas - Box R-14 - Campinas - SP.
           Tel. (19) 3451-1221  Whatsapp (19) 99409-4072 Celular (19) 99143-5351

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sexta-feira, 17 de abril de 2020

XANTOSTEMO ou PENDA-DOURADA (Xanthostemon chrysanthus (F.Muell.) Benth.)

A família das mirtáceas reúne aproximadamente 144 gêneros de árvores e arbustos os quais são distribuídos em regiões de clima tropical, subtropical e temperado. No Brasil essa família é representada por espécies frutíferas bastante conhecidas como as Jabuticabas, Araçás, Guabirobas, Pitangas, entre outras. Já na Australia os principais representantes são os Eucalyptus mas o gênero reúne ainda outras tantas plantas de grande valor ornamental já bastante conhecidas como o Callistemon, Acmena , Leucospermum e outras mais raras como o XANTOSTEMO ou PENDA-DOURADA (Xanthostemon chrysanthus). E nessa postagem é justamente sobre o Xantostemo que vamos falar, sobre o seu notável valor ornamental e outras tantas qualidades dessa espécie que se desenvolve tão bem por aqui.

                                                                                   
                                            O gênero Xanthostemon conta com aproximadamente 45 espécies e é encontrado em toda a região tropical do norte da Austrália , também na Nova Caledônia, Nova Guiné, Indonésia e Filipinas. Esse nome é originário do grego Xanthos que significa amarelo e stemon que são os múltiplos estames.


Na Austrália são 13 espécies sendo que a mais conhecida é essa que estamos descrevendo nesse artigo, a Xanthostemon chrysanthus que por lá é conhecida  popularmente como Golden Penda. Por ser parente próxima da Escova-de-Garrafa que também é chamada de Calistemo, aqui na nossa coleção passamos a chamar essa árvore de Xantostemo.


Como falamos anteriormente essa árvore pertence à família das mirtáceas e em seu habitat natural pode atingir até 20 metros de altura mas quando cultivada em jardins ou em arborização urbana mantém um porte médio de 12 metros. É planta de fácil cultivo e desenvolve-se muito bem em condições de clima tropical e subtropical. Em regiões de climas mais amenos desde que não ocorram geadas também é possível cultivá-la.


Sua floração é espetacular , com flores em formato de esponjas compostas de inúmeros estames alongados na coloração amarelo-vivo os quais ocultam grande quantidade de corolas que armazenam muito néctar o que atrai muitas abelhas, beija-flores e outros pássaros nectarívoros.

         

Além da beleza de sua floração também reúne inúmeras qualidades paisagísticas. Seu crescimento é um tanto vertical o que resulta em árvores com a copa alta, mas também podemos lhe proporcionar um porte mais arbustivo através de podas de formatura iniciando esse procedimento com a planta ainda bem nova. Essas podas darão à planta um formato mais compacto e também com mais galhos, consequentemente ela florescerá em maior quantidade.


DICAS DE CULTIVO :

Luz : Pleno sol .
Solos : Vários tipos de solos, preferencialmente os mais ricos em matéria orgânica e descompactados.
Usos : Plantio em grupos, alamedas, arborização de ruas e também de forma isolada.
Origem : Austrália

Texto e fotos : LUIS BACHER

Onde encontrar mudas :

DIERBERGER PLANTAS LTDA.
Fazenda Citra - Limeira - SP.
Mercado de Flores CEAFLOR - Boxes E-33 / E-34 - Jaguariúna - SP.
Mercado de Flores CEASA-CAMPINAS - Box R-14 - Campinas - SP.
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sábado, 28 de setembro de 2019

A PITANGA-DO-CERRADO (Eugenia pitanga, Kiaersk.)

É notável a quantidade de espécies frutíferas na família das mirtáceas no Brasil, algumas com características próprias para cultivo em pequenos espaços e vasos. Uma dessas espécies é a PITANGA-DO-CERRADO (Eugenia pitanga, Kiaersk.)



É difícil escolhermos a nossa planta preferida pois todas, sem exceções, apresentam o seu momento de auge de beleza em florações e frutificações que impressionam. Mas temos que admitir que algumas espécies por determinada característica não há como passar despercebida, uma dessas plantas é a PITANGA-DO-CERRADO (Eugenia pitanga, Kiaersk.) da família das mirtáceas. 


Esse arbusto rizomatoso de até 2 metros de altura é encontrado em estado nativo nos cerrados e campos dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Essa frutífera chama a atenção pela sua incrível precocidade na produção de frutos, plantinhas de apenas 15 cm. florescem abundantemente em pequenas embalagens e mais surpreendente ainda é que seguram as frutificações.




Essa precocidade da espécie a torna uma excelente opção para cultivo em pequenos espaços e também em vasos desde que mantida em locais ensolarados para que produza frutos mais coloridos e com polpa mais adocicada. Em locais mais sombreados produz frutos menos saborosos mas a planta se desenvolve sem problemas.


Os frutos da Pitanga-do-Cerrado são graúdos, vistosos e com polpa suculenta com sabor doce-acidulado e como nas pitangas tradicionais pode variar na coloração, desde vermelho-vivo, roxo-escuro ou alaranjados. O formato e tamanho das folhas também variam entre as plantas.


Quando cultivada em vasos podemos utilizar os mais diversos modelos desde maiores até mesmo bem pequenos e mesmo assim frutificará normalmente. Quando plantada ao solo resulta num pequeno arbusto de formato compacto cujo porte pode variar de 1.5 a 2 metros desenvolvendo nos mais variados tipos de solos mas preferencialmente a pleno sol. 



DICAS DE CULTIVO :

Luz : Cultivar preferenciamente a pleno sol.
Solos : Pode ser cultivada nos mais variados tipos de solos : arenosos, areno-argilosos e ricos em matéria orgânica. Em solos mais pobres mantém o porte menor ainda.
Usos : Frutos para consumo ao natural, sucos, geléias e licores.
Origem : Regiões de cerrados e campos de Minas Gerais , São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Texto e Fotos : LUIS BACHER

Onde encontrar mudas : 

DIERBERGER PLANTAS LTDA.
Fazenda Citra - Limeira - SP.
CEASA Campinas - Mercado de Flores - Box R-14
Mercado de Flores CEAFLOR - Box E-33 / 34 - Jaguariuna - SP.
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sábado, 18 de maio de 2019

A PETRÉIA-GIGANTE (Petrea racemosa,Nees)

A família das verbenáceas reúne cerca de 32 gêneros e 480 espécies distribuidas pelas regiões tropicais ao redor do mundo. O Brasil é quem reúne a maior quantidade de representantes dessa família contando com 16 gêneros e 290 espécies das quais 191 são endêmicas do nosso país.  A planta que estamos abordando nessa postagem pertence a essa família e é do gênero Petrea o qual recebeu esse nome em homenagem a Robert James Petre , colecionador e botânico de origem inglesa do século XVIII . Esse gênero botânico reúne trepadeiras, arbustos e árvores, alguns com floradas impressionantes. A que chamamos aqui na nossa coleção de PETRÉIA-GIGANTE (Petrea racemosa, Nees ) é uma das mais vistosas que se conhece, mas é inevitável, temos que fazer referência a essa espécie como se fosse uma "Flor-de-São Miguel Gigante".

                                                          Petrea racemosa, Nees 

É uma trepadeira lenhosa com ramos curvados e com folhas bastante ásperas lembrando muito a nossa tão conhecida Viuvinha ou Flor-de-São Miguel. Produz grande quantidade de inflorescências longas que chegam a 30 cm. e  reunem grande quantidade de flores estreladas de coloração azul-arroxeada as quais surgem durante o inverno e primavera. Vale lembrar que tantos as flores como as folhas nessa espécie são bem maiores se comparadas com a Petrea volubilis .  Normalmente a Petréia-Gigante é cultivada como trepadeira sendo amparada em suportes resistentes servindo também para revestir grades, pérgolas, cercas e alambrados. Devido aos seus ramos serem de consistência bastante lenhosa também pode ser mantida como arbusto através de podas periódicas. 


Nos Estados Unidos e Austrália recebe outros nomes populares : Grinalda-da-Rainha, Lixa-de-Videira, Coroa-de-Flores e Glicinia-Tropical . É originária do México e partes da América Central.


DICAS DE CULTIVO :

Luz : Apesar de se desenvolver também em locais sombreados quando cultivada a pleno sol adquire um aspecto mais compacto e produz flores mais coloridas.
Solos : Os mais indicados são os ricos em matéria orgânica e descompactados . Fazer covas bem espaçosas, no mínimo com 40 cm. de diâmetro por 40 cm. de profundidade adicionando preferencialmente adubos orgânicos.
Origem : México e partes da América Central.


Texto e Fotos :  LUIS BACHER

Onde encontrar mudas :

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domingo, 24 de dezembro de 2017

A TREPADEIRA JADE-VERMELHA (Mucuna bennettii)


Na verdade o nome não é muito apropriado para essa trepadeira, tanto pela cor que não tem nada a ver com a pedra jade como também pelo gênero botânico. Essa espécie pertence ao gênero Mucuna diferentemente da tradicional trepadeira Jade que pertence ao gênero Strongylodon embora apresentem várias características em comum como por exemplo o formato das folhas sempre compostas de três foliolos e as flores. Vale lembrar que outra trepadeira do gênero Strongylodon foi testada por produtores sem sucesso, a espécie S. siderospermum Cordem é nativa das Ilhas Reunião no Oceano Indico e devido ao tamanho reduzido de suas flores não despertou interesse do público apesar de serem de coloração vermelha. Voltemos então a falar sobre o gênero Mucuna que reúne diversas dessas trepadeiras chamadas Jade com destaque especial às de flores vermelhas que impressionam pelo visual proporcionado quando florescem.


Pertencente à enorme família das fabáceas o gênero Mucuna reúne aproximadamente uma centena de espécies entre arbustos e trepadeiras com ramos geralmente de consistência mole e de crescimento rápido. Ocorrem principalmente em regiões tropicais e subtropicais nos dois hemisférios. As Mucunas produzem flores vistosas geralmente em cachos pendentes seguidas de vagens recobertas de microscópicos pelos extremamente irritantes em contato com a pele. Poucas plantas desse gênero apresentam características ornamentais que justifiquem o seu cultivo como espécie ornamental em paisagismo. Há porém algumas notáveis excessões, uma delas é a Mucuna bennettii F. Muell.  a chamada trepadeira JADE-VERMELHA  também conhecida como Trepadeira da Nova Guiné e Flama da Floresta.

                                                       
Essa trepadeira originária da Nova Guiné é de crescimento bastante vigoroso com folhas compostas de três foliolos ovais-alongados bem parecidas com as da trepadeira Jade tradicional. Suas flores são grandes na coloração vermelho-alaranjado brilhante e reunidas em enormes cachos pendentes de beleza impressionante. Seu efeito decorativo é realçado quando plantada em caramanchões de estrutura bem forte ou pérgolas que suportem o vigor da planta e para que as flores sejam ostentadas de forma pendente.  O cultivo dessa espécie teve início em 1940 pelo Jardim Botânico de Cingapura através de sementes coletadas na Nova Guiné e desde então , devido à extrema beleza de suas flores, passou a ser uma das trepadeiras mais cobiçadas por colecionadores do mundo todo.


Outra espécie desse gênero e também de grande valor ornamental é a Mucuna novo-guineensis Scheff . À primeira vista  apresenta bastante semelhança com a Mucuna bennettii causando até certa confusão entre os cultivadores . As principais diferenças são notadas nas flores que na espécie novo-guineensis são mais estreitas e bem mais longas que a bennettii, os três foliolos são mais arredondados e a coloração é um vermelho mais puro sem puxar para o alaranjado. Para deixarmos bem definidas as diferenças entre essas duas fantásticas espécies nós usamos para a Mucuna novo-guineensis  a denominação de trepadeira JADE-VERMELHA DE CACHOS  COMPRIDOS . A propagação dessa espécie é mais difícil que as demais e também é mais sensível ao frio, esses fatores limitantes fizeram com que o seu cultivo se tornasse mais raro aqui no Brasil.

                                                          ( Mucuna novo-guineensis )

Devido ao fato de serem nativas da Nova Guiné, país de clima equatorial com temperaturas médias entre 21 e 32 graus centigrados e chuvas anuais superiores a 2.000 mm., o cultivo dessas espécies  em regiões com temperaturas e umidade do ar mais baixas  fica dificultoso,  principalmente durante  inverno quando chegam a derrubar as folhas de forma acelerada. Em quedas de temperatura em torno de 6 a 7 graus já é suficiente para que as folhas queimem, em alguns casos a planta chega a morrer.
Elas são bem menos resistentes ao frio que a trepadeira Jade-Azul e uma boa dica aos interessados em cultivar essas trepadeiras é plantá-las nos meses mais quentes do ano estimulando o seu crescimento com adubações a curtos intervalos para que a planta ao chegar no outono e inverno já estejam bem desenvolvidas resistindo melhor às quedas de temperaturas.   Após tantas referências à tradicional trepadeira Jade que surgiu no paisagismo brasileiro bem antes da Jade Vermelha falaremos então sobre ela também.


A trepadeira JADE-AZUL ( Strongylodon macrobothrys A. Gray ) é originária das Filipinas e já no final da década de 70  encantava os apreciadores de plantas raras, seus cachos longos com flores de coloração verde-azulado são extremamente decorativos, talvez seja a única nessa cor. Ao contrário das espécies de Mucunas seu crescimento é mais lento pois produz ramos mais finos o que faz com a planta demore mais para se desenvolver. Também é mais sensível ao sol forte e até prefere locais à meia-sombra. Quando plantadas a pleno sol é aconselhável que se faça um sombreamento parcial da muda para um melhor pegamento. O inicio de sua floração ocorre entre 2 a 3 anos mesmo em plantas multiplicadas por estaquia. Ainda continua sendo uma das trepadeiras mais procuradas no mercado tanto pela beleza das flores como também pela baixa oferta de mudas devido ao baixo pegamento das mudas pelos sistemas de estaquia, alporquia e mergulhia.


Atualmente os viveiristas já estão testando novas espécies das chamadas trepadeiras Jades, mas devemos lembrar que deve ser levado em consideração não só a beleza das flores mas também seus hábitos de crescimento para que possam serem utilizadas técnicas de condução das plantas para evitarmos problemas futuros lembrando que as Mucunas são extremamente vigorosas. Dentre essas novas espécies que estão sendo introduzidas no paisagismo brasileira duas merecem destaque pelo exotismo de suas flores, são as chamadas JADES-NEGRAS. Porém tal qual as famosas Tulipas Negras elas não são totalmente negras e sim arroxeadas bem escuras. A mais escura é a Mucuna nigricans, (Lour.) Steud. da qual recebemos a primeira muda dos amigos Murilo Soares e Eduardo Dias originária de suas coleções na Quinta do Brejo. Essa espécie é originária do leste da Ásia e apresenta crescimento mais comportado com flores grandes, compactas e bem escuras. Atualmente já está aparecendo nos mercados de plantas.


Outra dessas denominadas Jades Negras é a Mucuna sempervirens (Hemsley) Kuntze , essa de crescimento bem mais vigoroso devendo ser cultivada de forma isolada pois acaba cobrindo com sua vegetação abundante tudo que está por perto. Produz cachos mais longos cujos pedúnculos saem diretamente dos ramos principais e mais lenhosos da planta. Suas flores são roxas bem escuras com perfume adocicado e acumulam bastante néctar. Pelo fato de emitir os cachos florais diretamente dos ramos mais grossos e principais, podemos eliminar o excesso de folhagem para controlar o seu crescimento exagerado. Essa espécie é originária da China, mais precisamente no sul da província de Yunnan e das espécies de nossa coleção é  a que mais resiste ao frio.




Outra espécie interessante é a Mucuna sloanei Fawc. & Handle  já chamada popularmente por aqui de JADE-AMARELA, é de origem confusa, alguns dizem ser originária do continente africano e outros dizem ocorrer desde a América do Sul até a América do Norte. Suas flores são pequenas com pedúnculos longos e de coloração amarelo-vivo. Seus maiores inconvenientes para cultivo como ornamental são a pequena quantidade de flores produzidas e o crescimento extremamente vigoroso com emissão descontrolada de ramos difícil de controlar mesmo com podas periódicas.


Existem ainda outras duas espécies de Mucunas que estão despertando interesse dos admiradores de plantas que são a Mucuna macrocarpa Wall. com flores bicolores em roxo e branco, bastante vistosas mais ainda com poucas informações de cultivo.



A outra é a chamada JADE-BRANCA (Mucuna birdwoodiana Tutcher ) também pouco conhecida do público em geral e sem maiores informações de cultivo como propagação, condução e tudo mais. Essas duas últimas espécies citadas também são originárias da Ásia.



Com excessão das Jades Vermelhas e Azuis que são propagadas por estaquia, alporquia e mergulhia devido ao fato de raramente produzirem sementes, as demais citadas produzem sementes de forma abundante o que torna mais fácil a produção de mudas, o maior inconveniente é o crescimento exageradamente vigoroso o que torna necessário técnicas de condução.


DICAS DE CULTIVO :

Luz :  Para as Mucunas em geral o plantio deve ser a pleno sol, em locais sombreados elas não se desevolvem bem, é o caso da Jade Vermelha.  A Jade Azul inicialmente deve ser protegida do sol forte que pode queimar seus ramos novos, devemos fazer um sombreamento parcial ou mesmo plantá-la em local à meia-sombra.

Solos : Devem ser plantadas em covas espaçosas enriquecidas com substrato rico em matéria orgânica possibilitando que as raízes novas desenvolvam com facilidade. Evitar o plantio em solos muito compactados.

Texto e Fotos :  LUIS BACHER   ( Com excessão das fotos 7, 11, 12 e 16 )


Onde encontrar mudas :

DIERBERGER PLANTAS LTDA.
Fazenda Citra - Limeira - SP.
CEASA Campinas - Mercado de Flores - Box R-14
CEAFLOR Jaguariuna SP. - Box E-33 / E-34 
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